Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Agora vejo que não

Antes acreditava que o mundo era às cores, agora vejo que és o possuidor de todas as aguarelas.

Antes achava que o sol nascia e se punha, agora vejo que o meu mundo só gira, se o fizeres mexer, e o sol ficou escondido, à espera de um empurrão teu.

Antes observava que as folhas caiem no Outono, mas bastava vir a Primavera para as fazer crescer, agora percebo que aquelas que fazes cair, nunca mais voltam a ser verdes.

Antes achava que podia chover, mas os dias de sol nunca iriam deixar de existir, agora temo que se te esqueceres de a fazer parar, a chuva vai cair eternamente.

Antes via que as estrelas brilham, deixam a noite menos escura, agora vejo que essa luz está dentro de mim, e sem um click teu, não se acende.

Antes admitia que existiam seres perfeitos, agora posso afirmar que nós separados estamos carregados de imperfeição.

Antes pensava que os aromas eram memórias, agora as memórias és tu, com cheiro ou sem cheiro, lembro-me de ti.

Antes aceitava que a música era a ponte entre a terra e o céu, agora tenho a certeza que tu és a escada do paraíso.

Antes considerava que cada dia era um dia, agora cada hora é uma batalha, para não te querer aqui.

Antes sorria, ao acordar, depois de sonhar, agora sonho que vou acordar e sorrir, por não ser um sonho.

Antes sentia saudade do que se passou, agora sinto necessidade de passar por mais.

Antes via-te como um tesouro, algo precioso, agora fazes-me sentir que não és único, fazes parte do mundo.

Antes tencionava contar-te quem sou, agora tenho medo que te lembres do que achas que sou, pois não sabes quem sou.

Antes diria, que acima de todos eu é que tinha de gostar de mim, agora digo que acima de mim, amo-te.

  

Não me arrependo de nada, tenho apenas pena de seres assim, não vou lamentar, vou recordar.

 

Na verdade, andas perdido, o teu caminho não tem rumo, estás longe de saber o que queres, e eu estaria disposta a encontrar-te, guiar-te e fazer-te acreditar, mas tu não me dás valor, não confias em mim, não consegues ver o que tens a ganhar. E enquanto assim fores, serei apenas eu, nunca seremos nós, apenas conseguiremos chegar a um tu e eu. Enquanto não olhares para mim, como eu te olho, sem qualquer tipo de restrição, até te deixares conhecer-me, até me deixares mostrar quem sou, nunca te irás encantar.

 

Mais uma vez deixaste-me saltar do morro mais alto, sem me lembrares de por o pára-quedas, voltaste a deixar-me cair, sem sequer me ajudar a levantar. Se continuas assim, qualquer dia aprendo a voar, e acredita, ai nunca mais irei voltar.

   

 

 

*Beijinhos* 

sinto-me: a tentar voar
cozinhado por Maria às 20:47
link do post | e que tal (?) | adicionar aos preferidos
.:
De Yohanan a 16 de Dezembro de 2010 às 14:27
gostei (:


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