Segunda-feira, 28 de Março de 2011

desaparecida

Desapareci, fugi deste mundo, desta vida, corri para bem longe de ti, o mais longe que pode. Afastei-me de todas as recordações, das muitas memórias, das pequenas lembranças e tentei ignorar as saudades. Simplesmente fingi que não existias, nunca exististes e jámais virias a existir.

Abandonei tudo e todos, apenas por tua causa, foste a única coisa que me fez ir embora, pois és a única coisa que me faria ir, ir para qualquer lugar no mundo, desde que te tivesse lá à minha espera.

Isolei-me da humanidade, deixei de ter contacto com o resto do mundo, tudo para me privar de sequer pensar em ti. Passei a viver para mim, dentro do meu universo, comigo mesma, num mundo totalmente à parte, no meio do nada. Passaram-se dias, semanas, messes, e agora anos, tempo perdido, tempo sem fim, tempo que eu precisei.

Nesse mundo, não me atingias, não me afectavas, simplesmente não entravas e nem sequer tinha conhecimento da tua existência. Era um mundo mais do que isolado, era um escudo à prova de todo o teu ser, contra tudo aquilo que tu representas para o mundo e principalmente para mim. Naquele lugar, todo o teu encanto, o teu tipo de postura, a tua maneira de ser, os teus defeitos mais particulares e as qualidades especiais, tudo isso era proibido, até mesmo inexistente.

Nesse mundo eu teria paz, conseguiria deixar de me sentir presa, encorralada e por vezes perdida, completamente sozinha. Mas nem isso, nem nada no mundo, me levaria a esquecer quem foste para mim e quem és hoje, nada me faria apagar-te das minhas memórias, nada justificaria viver como se não te tivesse conhecido, como se não existisses por completo.

Não trocaria nenhum dos segundos em que pensei em ti ou estive contigo, não trocaria por nada. Simplesmente nunca te trocaria por quem ou o que quer que fosse. Valeste a pena.

 

 

*beijinhos da anti-social, como alguem em chama*

sinto-me: ;)
música: Grenade - Bruno Mars
cozinhado por Maria às 22:55
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010

Dei-te quase tudo

Ao contrário do que tu dizes, do que tu provavelmente realmente pensas, nunca te exigi nada, nunca quis nada em troca, nada mais do que sabia que me podias e estavas disposto a dar.Atrevo-me mesmo a dizer que fui a pessoa a quem menos deste e que mesmo assim te deu quase tudo.

Por um lado consigo imaginar onde te baseias para dar tal desculpa, eu de facto dou-te demasiada importância, muita mais do que alguma vez sonhaste dar-me, mas isso não é motivo para fazeres o que fazes. Não mando no que sinto, apenas no que faço e disso não te podes queixar, nem te atrevas sequer.

Po routro lado, a tua ideia é ridícula, descabida e soa a desculpa esfarrapada, de tal modo que na minha cara e a mim mesma não a dás. Sabes bem que não é motivo para nada, não faz sentido.

Estava disposta a lutar por nós, mais uma vez completamente sozinha, sem metade de mim, apenas com um meio da força, 0,5 da coragem, dois quartos de esperança e sem nenhumas certezas. Lutar para preencher o vazio que deixas, para que o voltes a preencher, preenchendo-me a mim.

 

*beijinhos*

sinto-me: vazia
cozinhado por Maria às 18:30
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